A palavra é o escape irreversível de toda saudade. O silêncio das linhas, carregado da mais suave forma do sentir, mostra o início de tudo aquilo que queríamos que nos fosse possível e o fim de tudo aquilo que já não mais poderemos ser. Ainda que nos pulse o desejo, a vontade, o ensejo e a verdade, não nos será possível escapar daquilo que se cria. A criação, quando não presa, podada, escapista ou engasgada, apresenta-se como nossa mais profunda forma de veracidade.