Não. Não haveria de ser aquele pôr do sol cuidadosamente encontrado ao redor do concreto. Não haveria de ser o esconderijo, o riso solto, a vontade contínua de querer escapar. Não haveria de ser aquela pequena certeza que derruba todo e qualquer medo ao anoitecer. Não haveria de ser a ternura das manhãs ou o cheiro de hortelã que se espalha por todas as tardes. Não haveria de ser a comemoração do tempo, a lembrança dos olhos, a confissão escrita ou os impropérios revelados. Não haveria de ser a descoberta da disposição diária ou o aconchego do sofá. Não haveríamos de ser o resultado de um único piscar de olhos. Seríamos o próprio suspiro inabalável do tempo e seriam todos eles, soltos, instantes, a certeza de que o sim reverbera. Haveria de ser aquela vontade apertada de expandir o tempo apenas para deixar-se perder outra vez. Sim.