E de todas, hoje, qual Maria seria? De pés descalços, pele vermelha, o cabelo a descer suor. Maria desajustada, do olho brincante e a cabeça avoada. Maria da noite pura, do dia encardido e madrugada nua. Era então Maria de risos, de dente espalhado, um abraço entorpecido, preso por um vestido rodado. Corria na pressa de esconder a risada escancarada, solta no tempo e na cara da menina desajustada. Era então Maria do instante, doida por esquecer-se logo o segundo de um pé atrás. Saltou os degraus da escada, o cabelo balançando no vento, como balançam todas as Marias de pele adocicada.