É comum que a primeira ideia que se tenha para presentear uma criança, seja a de buscar por brinquedos, mas é raro lembrarmos que os livros são também objetos para brincar.

Se na primeira infância a criança tem contato com livros, associado à mesma liberdade de manipulação e de brincar com este objeto, quanto com os demais itens da caixa de brinquedos, facilitamos o desenvolvimento pelo gosto da leitura.

0,,41523054,00Não havendo no ambiente do lar o exemplo da leitura, se dificultamos o acesso da criança ao objeto por considerar que ela ainda não saber ler, não saberá mantê-lo limpo e sem rasgos, ou usando do valor de custo na aquisição como empecilho, acabamos por deixar a responsabilidade da formação leitora das crianças para o ambiente escolar. Infelizmente quando isso acontece, a experiência pode ser limitada e traumática, não garantindo que nossas crianças vão de fato gostar de ler. E ler não é um capricho, é necessidade.

Então, deixar somente para a escola o papel de apresentar os livros pode ser um grande triunfo ou um grande fracasso: criança sabe quando o “vamos brincar”, “isso é um jogo” tem segundas intenções, como a aprendizagem e a avaliação. Sabemos que às vezes o professor(a) não gosta de ler e não sabe lidar com leitura. Além disso, quando a leitura é apresentada somente como dever, obrigação, imposição, relacionado a repressão, castigo, a ser obrigado a gostar… é quase um diagnóstico de fracasso.

Mas, com a ação simples de apresentar livros para crianças desde bebês, disponibilizando exemplares que elas possam manipular, brincar, rabiscar, danifica-los, desmistificamos o objeto livro e a ação da leitura, facilitamos a obrigatoriedade da alfabetização e ajudamos a não se ter preguiça ou resistência em ler quando já maiores.

Em comparação ao que se gasta na compra de brinquedos de plástico ou eletrônicos, os livros não são objetos caros, sempre há ofertas em promoção em livrarias, seja em ambiente físicos ou online, além da possibilidade de comprar em sebos. A outra vantagem é a consequência deste brinquedo: ler é um presente perene!

Para bebês, recomenda-se a busca por livros cartonados, de plástico ou tecido… Mas a verdade é que essas características não são essenciais. Pode-se comprar livros de brochura (capa mole), que são as publicações mais comuns e costumam ser mais acessíveis financeiramente, de tamanhos e formatos diferentes, com texto ou sem. É importante atentar para as ilustrações: elas devem oferecer diversidade. Tente não escolher somente um padrão de desenho ou estético: nessa fase, não será o texto a ser “item” prioritário, mas sim o livro como objeto.

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Por último, desapegue da ideia de que a criança não pode rabiscar ou danificar o livro. Ela está aprendendo a utilizar esse objeto e tais ações fazem parte da descoberta e do apropriar-se do livro como algo dela. E lembre-se: quando for ensinar as instruções de uso de um livro, vigiar para não repreender de maneira rígida, com “não pode”, “não é assim”, “vai estragar desse jeito”, mas exemplificar qual é a melhor maneira de brincar!

P.s.: Mas e se eu me sinto perdida(o) na escolha de qual livro comprar? Próximo post, vamos dar dicas para facilitar! Mas até lá, você pode nos seguir no facebook e no instagram e já conferir algumas dicas!

Boas compras, boas leituras!

Equipe Marandubinha!