Que pensamentos são enaltecidos por um governo que se cria sem a participação de mulheres?

1979, foi esse o último ano de governo do presidente Ernesto Geisel e também a última vez em que presenciamos um governo formado por um ministério 100% masculino. Temer pode repetir o feito e é possível que incremente seu pequeno mandato – pelo qual não foi eleito – com a ausência total de mulheres em seu núcleo mais forte. Afinal, há sempre espaço para mais algum retrocesso. Nomear ministras não é parte de um pacote de tradição, mas o único caminho lógico para um governo formado para representar uma sociedade majoritariamente feminina.

Vale lembrar que na última terça-feira, em meio ao conturbado cenário dos últimos dias, dirigentes do Ministério da Cultura defenderam a permanência do MinC, criticando uma possível fusão da pasta, considerada uma “irresponsabilidade e um retrocesso de mais de 20 anos”. Mas afinal, quem se importaria com a formação e expansão da cultura nos dias de hoje? O espetáculo já está armado lá fora e a quem não o admire, resta sentar e esperar a banda passar.

Em nome do combate à corrupção, abriu-se ainda um precedente perigoso para que presidentes eleitos tenham que agradar senadores e deputados para permanecer em seus cargos. Como bem li hoje, o que se segue agora, é meramente teatral.

Para resumir como está o cenário?
– O ministro da Educação será do DEM, que entrou na justiça contra o ProuniI e contra as Cotas.
– O ministério da Cultura pode ser extinto.
– Será a primeira vez desde Geisel que não haverá ministras.
– O min da Justiça será Alexandre de Moraes do PSDB-SP, atual secretário de segurança, que declara guerra às ocupações estudantis.
– O ministério das Mulheres, igualdade racial, direitos humanos e juventude, pode ser extinto.

Vale também a leitura: http://www.brasilpost.com.br/…/dilma-impeachment-preconceit…