Nos dois últimos textos da coluna Vida em Arte falamos muito em objetivos, sejam eles de longo prazo (sua missão de vida e sonhos), de médio ou de curto prazo, tais como aqueles estabelecidos para 2017. Nossa ideia é debater dicas, métodos e caminhos para desenvolver projetos criativos com o coaching para artistas. E quando falamos em objetivos, muitas pessoas demonstram resistência em definir e escreve-los, pois acreditam que isto tornará a vida rígida. Agora, uma pergunta: eles serão escritos em pedras e imutáveis ao longo do tempo? Claro que não, a vida acontece e nós mudamos junto com ela, assim como nossos sonhos podem mudar ou, ainda, certas circunstâncias podem nos levar para outros caminhos.

Nestes casos, o que fazemos é reformular os objetivos e traçar novos planos. Por isso é tão importante revisitar seu planejamento anualmente para entender o ano que passou, que aprendizados teve e como eles estão ligados aos seus objetivos e sonhos. Se for necessário ajuste, faça. Isso não significa falta de persistência, mas sim sabedoria para se conhecer e entender o momento adequado para cada coisa.

O momento de definição de objetivos leva a grandes e poderosas reflexões, além de autoconhecimento, levando-nos a focar na nossa essência e não perder tempo ou energia em coisas que não estão ligadas ao que somos, aos papéis que desempenhamos (Texto: Os três papéis do Artista) ou àquilo que queremos de verdade.

Convido-o à fazer uma reflexão agora, pense nos seus objetivos de longo prazo e no quanto eles mudaram ao longo dos anos. No meu caso e de muitos coachees já atendidos, eles poucos se alteram, pois estão ligados à sonhos e essência. Pelo contrário, quanto mais amadurecemos, mais temos certeza do que queremos ou não. Entendendo este ponto, o objetivo de longo prazo torna-se claro e, os de médio e curto prazo, são caminhos traçados para chegar neste ponto final. Isso sim pode mudar muito ao longo dos anos, pois vamos aprendendo com cada experiência e nos adaptando às circunstancias da vida. Mas isso é o legal de viver, certo? De experimentar, planejar, refazer quando preciso, ajustar a rota e aproveitar ao máximo a caminhada!

Gosto muito de uma frase da Marta Medeiros que diz que “…felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas”, ou seja, ela dá valor ao caminho traçado, mas também aos movimentos inesperados, sem a eterna disputa entre estabilidade e aventura, planejar ou arriscar, sonhar ou ter os pés no chão. Portando, continue olhando para a sua missão e como chegar lá, isso só encurtará e dará mais sentido à sua caminhada, ajudando a escolher as melhores oportunidades no mar de possibilidades que é a vida.

Bora planejar!