Acredito que a melhor forma de estrear um novo espaço é falando de coisas novas. Então vamos lá! A coluna Filmes e séries, como o nome diz, vai viajar por novidades, remakes, coisas antigas, pensamentos e opinião sobre o mundo cinematográfico, indo do clássico ao trash ou séries de heróis que ninguém aguenta mais.

O primeiro texto entra no mundo de ícones do suspense. O canal A&E estreia neste mês a série de terror Damien (foto em destaque). Se você achou o nome familiar, provavelmente é um fã do gênero. Damien é o famoso garotinho Anticristo do filme  A Profecia, de Richard Donner de 1976. A série traz a história, 25 anos depois, de um personagem perturbado pela cina que carrega: causar o apocalipse.

Quarenta anos após o lançamento do filme original, com três sequências e um remake nesse meio tempo, o terror retorna para os dias atuais. Com uma vida normal, Damien não se lembra de seu passado bizarro, da morte dos pais, o suicídio da babá e todos os dramas que marcaram sua infância. As coisas só começam a mudar em seu aniversário de 30 anos (idade chave em dramas relacionados a Deus e Demônio), quando um evento bizarro traz a tona flashes de memórias da antiga vida. Com cenas emprestadas do filme original, o ar de suspense nostálgico se instaura na saga do personagem em descobrir quem é.

Interpretado por Bradley James (que participou também de Merlin), Damien é um paradoxo interessante de se acompanhar. Apesar de ser o temido Anticristo na terra, é um homem comum que não causa nenhum mal intencional a alguém. Como a série lida com quem ele é e quem quer ser, é a grande sacada do programa. A atuação também vale ser elogiada. As cenas em que questiona Deus são os pontos altos dos episódios (junto das mortes bizarras, claro).

E por falar nas mortes, o roteiro e a produção executiva da série ficaram por conta de Glen Mazzara, ex-produtor de The Walking Dead. As cenas sangrentas e surreais de morte carregam o terror de forças malignas ligadas a Damien.

Quem também tem um papel na série é a já conhecida, Barbara Hersey (Sobrenatural, Cisne Negro, Once Upon a Time). Com um papel que promete ser decisivo para o destino de Damien, Barbara vive Ann, misteriosa mulher que foi encarregada de proteger o Anticristo.

 

Antes de tudo

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Damien é só mais uma série que se inspirou em nomes do terror. Outro destaque é o icônico Norman Bates, do clássico Psicose, do hitchcock. Com uma proposta diferente, uma nova história foi desenvolvida sobre o personagem, mas contando os primeiros passos do serial killer.

Bates Motel é protagonizada pelo fofíssimo Freddie Highmore, que ficou fortemente conhecido em A Fantástica Fábrica de Chocolates e Em Busca da Terra do Nunca (que em ambos tem Johnny Depp como guia e amigo). Cabe a Freddie viver Norman ainda na adolescência quando chega a White Pine Bay e monta com a polêmica mãe o Motel da família. Quem interpreta a mãe dele na série (ainda não é o Norman, mas sim Norma!) é a incrível Vera Farmiga, que na minha opinião é a dona da série.

A história vai (bastante) um pouco além dos dramas de Norman e sua mãe. Incluindo um irmão, casos amorosos para todo lado e tráfico de drogas. Não é a toa que Bates Motel já está na terceira temporada. Mas nada disso impede a série de ser boa e mostrar a relação bizarra que o protagonista tinha com a mãe e mulheres em geral.

 

O rei dos assassinos

HanibbalNão tem como falar de psicopatas sem mencionar o rei deles: Hannibal Lecter. Eternizado por Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme (1991), o psiquiatra canibal também rendeu uma série. Com uma história contada de forma diferente em alguns aspectos, a série se segurou por três temporadas mas foi cancelada pela NBC.

Diferente dos livros e filmes, dirigida por Bryan Fuller, a série se aprofundou na relação entre Lecter e o investigador  Will Graham. Para o programa, o diretor não conseguiu os direitos pela personagem Clarice Sterling, que foi de Jodie Foster no cinema.

Quem vive o icônico personagem, em uma performance que lhe rendeu boas críticas, é o atro irlandês Mads Mikkelsen (que estará em Star Wars – Rouge One). Ele tem no show uma relação que chega ser homoafetiva com Graham. Obsessão essa famosa nas telonas que teve por Jodie Foster.

As cenas de assassinato e os corpos da série são tão grotescas e realistas que por um segundo é possível acreditar que tem uma pessoa morta lá! Sem spoilers, o final da série é cho-can-te. Então, já que falamos de coisa nova, mesclando com velhas, fica a dica: Se você não é do estilo fã de séries ou já tem muitas ao ponto de não dar conta de acompanhar (tipo eu), pelo menos dê uma chance para os filmes. É dito no mundo das animações da Disney que toda continuação ou spin-off é ruim, mas se tratando desses clássicos, tanto os originais quanto suas crias são essenciais para um fã de suspense.

 

Confira aqui o trailer de Damien

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