Antes de ser aclamado por A Sombra do Evento, pertencente ao mundo do Cemitério dos Livros Esquecidos, que também inclui O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos, o espanhol Carlos Ruiz Zafón escreveu obras direcionadas ao público juvenil. O primeiro romance que produziu foi O Príncipe da Névoa – seguido por O Palácio da Meia-Noite, As Luzes de Setembro e Marina, respectivamente –, publicado no Brasil pela editora Suma de Letras.

Com apenas 180 páginas e uma história envolvente, basta tirar uma tarde ou uma noite para ler O Príncipe da Névoa. A descrição detalhista de Zafón, capaz de levar o leitor para o mundo em que a trama se ambienta, já estava presente no primeiro romance, mesmo que mais de leve.

A história de O príncipe da névoa

O autor Carlos Zafón

A trama de O príncipe da névoa se sucede em uma cidadezinha litorânea da Espanha. A história ocorre nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial. A família de Max é composta pelo pai Maximilian, a mãe Andrea e as irmãs Alicia e Irina. Eles mudam para lá em decorrência do período turbulento, em busca de um lugar em que reine a paz. E não demora para que estranhos acontecimentos comecem a tomar conta do local.

É fácil se pegar viajando nos pensamentos. O livro torna capaz de dar rosto aos personagens e enxergar tudo o que é relatado no decorrer dos capítulos. Outro aspecto interessante é a presença de diversos narradores para a conexão da história. Cada parte do livro termina com um gostinho de quero mais.

Variedade de estilos

O Príncipe da Névoa é uma grande miscelânea: aventura, mistério, suspense, romance, crescimento e fenômenos sobrenaturais se mesclam na trama. Não chega aos pés de A Sombra do Vento. Nem de uma ambientação tão fiel da Espanha, mas, ainda assim, merece o tempo do leitor. A ansiedade pela resolução dos mistérios torna a leitura ainda mais fácil.

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