Coletânea de agosto exibe longas-metragens sobre personagens femininas que marcaram a história

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Cena do filme Lanternas Vermelhas

Os cinéfilos têm a chance de aproveitar um cinema de graça toda quinta-feira. De 4 a 25 de agosto, é a vez de as mulheres brilharem na tela: a coletânea deste mês reúne tramas que enaltecem a inteligência, as conquistas, os sonhos e a força feminina. Em foco, temas que nunca saem de cena e sempre provocam reflexões. Os filmes são sempre apresentados gratuitamente no Teatro Brasília Shopping, às 19h30. A curadoria e a organização são de Íria Martins.

Abrindo a coletânea deste mês, A Papisa Joana (2009), estrelada pela alemã Johana Wokalek, ganha as telas do CineCult nesta quinta-feira (4). A obra épica germânica e inglesa retrata uma mulher que galgou o mais alto posto do clero, tradicionalmente ocupado por homens. A narrativa, porém, causa controvérsia quanto a veracidade. A primeira publicação da estória data do século XIII, escrita por Estêvão de Bourbon (m. 1261), frade dominicano e historiador, reportando-se à lenda espalhada pelos séculos que o precederam. Em 1886, voltou a ser difundida pelo escritor grego Emmanuel Royidios no romance A Papisa Joana, traduzido para inglês em 1939 pelo escritor Lawrence Durrell.

Papisa Joana

Papisa Joana

Joana von Ingelheim (Johanna Wokalek) teria sido a única mulher a se formar na escola religiosa na Catedral de Dorstadt. Apaixonada pelo monge e médico Gerold (David Wenham), ela abre mão do amor para seguir seu destino de fé. E, para superar todos os antagonismos enfrentados pelas mulheres da época, adota uma identidade masculina e se torna John Anglicus. Destacando-se pela sua inteligência, Joana conquista o respeito e confiança em Roma, inclusive do Papa Serguis (John Goodman). Tanto que, quando o pontífice morre, ela é eleita, por unanimidade, para substituí-lo, no ano 853 d.C., tornando-se, assim, a luz de um povo em uma época de trevas.

No dia 11 é a vez de Cate Blanchett brilhar na tela do Teatro Brasília Shopping, em Elizabeth (1999). A estrela australiana vive a personagem que dá nome ao longa. Protestante convicta, é a primeira na linha de sucessão de sua meia-irmã, Mary Tudor (Kathy Burke), ocupante do posto mais alto da igreja católica na Inglaterra e acometida por um câncer. Elizabeth é levada até a rainha, que tenta fazê-la prometer que o país seguirá o catolicismo. No leito de morte de Mary Tudor, o Duque de Norfolk (Christopher Eccleston) tenta, em vão, forçar a rainha a assinar a pena de morte de Elizabeth. No entanto, ela herda um país sem recursos financeiros e exército, mas com diversos inimigos, até mesmo na própria corte, o que a obriga a planejar cada passo pela permanência no poder.


Programe-se:

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Cena de: Sissi, a Imperatriz

4 de agosto, às 19h30 – Filme: Papisa Joana. Alemanha/Reino Unido, 2009. De Bernd Eichinger, dirigido por Sonke Wortmann. Com Johanna Wokalek. Duração 149min. 16 anos.

11 de agosto, às 19h30 – Filme: Elizabeth. EUA/Reino Unido, 1999. Dirigido por Shekhar Kapur. Com Cate Blanchett e Richard Attenborough. 123 min. 16 anos.

18 de agosto, às 19h30 – Filme: Lanternas Vermelhas. China, 1991. Direção de Zhang Yimou. Com Gong Li.

Leão de Ouro na Mostra de Cinema de Veneza. 119min. 18 anos.

25 de agosto, às 19h30 – Filme: Sissi, a imperatriz. Áustria, 1956. Direção de Ernst Marischka. Com Romy Schneider e Karlheinz Bohn. 110min. 14 anos.