E se fosse mais tarde, se não fizesse alarde, se não houvesse gente pra te lembrar quem foi? E se fosse agora, mais dia, menos noite, se não houvesse passado ou olhos de outrora? E se fosse menos fosse, o que seria? Vamos ser. Vamos comer umas maçãs bem grandes, andar de chinelos, olhar a água do rio. Quem disse que é rio? Vamos olhar a água do lago, passar pela seca, a da cidade e a nossa. Tomar um café forte, colocar o pé na terra e se achar uns poetas de caderno e um lápis qualquer na mão. Vamos fazer de conta que não tem tempo, que não tem gente, só bocas e uma nova canção. Vamos correr e enxugar o rosto suado com as mão suadas e rir do suor que aumenta. Como suam os corpos que são. Vamos. Se eu ficar, não quero saber do que seria. Já não nos somos mais, fomos em vão.